no dentista

Dando início a um tratamento de canal, o dentista extraiu hoje o nervo do meu dente. Agora já não sinto mais dores, nem dente.

Durante o procedimento, que durou uma meia hora, eu lá, anestesiado, calado com a boca bem aberta, pensava comigo: é… acho que preciso também tratar o canal entre a minha cabeça e o meu coração, e extrair deste o nervo, quem sabe…

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    • josépacheco
    • 14 de outubro de 2010

    Post cortante, este. A propósito, dois apontamentos. O primeiro: fez-me ver como é ridículo e incongruente ir ao dentista. Ter de abrir a boca mas não poder falar? Está decidido, nunca mais vou ao dentista. O segundo: a operação que propõe não dá certo. Que pensa que tenho tentado fazer a vida inteira? Mas seria extrair a ligação entre a cabeça e o coração seria separar dois inimigos inseparáveis. Acredite, não tente separar bons inimigos: ainda se uniriam contra si!

  1. Obrigado, caro José, seu comentário é muitíssimo bem-vindo.
    Escrevi esse texto num momento de grande dor, física e espiritual. Na verdade, acredito que ela é um mal necessário, por assim dizer. A ausência da dor, que também é uma ausência, tornaria a vida menos bela e dificultaria imensamente nosso desenvolvimento, sobretudo moral.

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