Arquivo para fevereiro \14\UTC 2011

mediocridade

 

Quanto maior o mundo de dentro, maior o sofrimento.

As lágrimas se secam, a alma fica deserta.

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Ernesto telefone minha casa

Querido leitor, peço licença para falar muito brevemente algo sobre “mim”. Perdoe-me, é que estou precisando desse pequeno “desabafo”. Sei que você me entende, obrigado.

* * *

Se um dia eu escrever uma ficção, ela será necessariamente autobiográfica. Seu protagonista, meu alter ego, chamar-se-á Ernesto Teodoro, pela simples razão de poder ser chamado também de ET, carinhosamente ou não, pelos amigos.
Ernesto irá se relacionar melhor com as plantas e os animais que com os homens.
Ernesto não morará no Brás, mas provavelmente numa casinha na copa de uma árvore, e nem convidará seus amigos para um samba, pois este não será seu gênero musical predileto.
(Quer saber? Talvez os convide sim, só para agradá-los, pois ET é altruísta por natureza)
Ernesto, ei-lo, uma pessoa simples, daquelas que é preciso pouco para fazê-la feliz, e provavelmente bastante solitária.

Pois é exatamente assim, como um E.T., que cada vez mais me reconheço e me sinto neste mundo.

nota: o nome do meu personagem é também inspirado no de E.T.A. Hoffmann, ou Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann (1776 – 1822), importante escritor do Romantismo alemão, com o qual me identifico em muitos aspectos, ainda que a anos-luz de sua genialidade e talento.