Arquivo para março \22\UTC 2011

cão, o melhor amigo do… cão

Uma edificante lição de amor e lealdade para nós, seres humanos.

A loyal friend refuses to leave his injured buddy behind after the Japanese quake and tsunami. Thanks to the efforts of Japan Earthquake Animal Rescue and Support, they both are currently in the care of a local shelter.

Lola Montès (1955)

 

 

Depois de devotar sua vida à luxúria, uma cortesã se torna a principal atração de um circo. Em meio a trapezistas, anões e palhaços, e diante da avidez macabra do público, ela narra episódios de sua trajetória.
Filme maldito, rechaçado pela crítica e público na época de seu lançamento, retalhado na montagem pelos produtores, Lola Montès é considerado hoje uma das mais importantes obras da história do cinema, cultuada pelas cinematecas de todo o mundo. Diretor de origem alemã, Max Ophüls filmou em seu país natal, na Itália, nos Estados Unidos e na França. Rigorosa denúncia do sensacionalismo espetacular e da mídia, o filme foi posteriormente saudado por personalidades como François Truffaut, segundo o qual “quem nunca viu Lola Montès não pode entender de cinema”.

 

Eis a sinopse desse filme, constante do site da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, neste mês (http://www.cinemateca.com.br/). Motivado por ela, e acho que não sem razão, resolvi assisti-lo, até para tentar entender um pouco de cinema.
Mas, qual não foi a minha decepção!
Primeiro porque é um filme chato, irritante, ao menos para mim. A história de Lola é contada pelo mestre de cerimônias do circo, se é assim que se chama aquele que anuncia as atrações: “Rrrrespeitáveeeel públicoooo”, rufam-se os tambores, e blablablá. O sujeito berra do começo ao fim (quase duas horas). Por pouco não saí da sala na metade, coisa que nunca fiz, de tão insuportável aos meus ouvidos.
Segundo, porque roteiro, atores, fotografia, trilha sonora, enfim, o filme todo é apenas mediano, razoável, suficiente, assim como a direção geral. A única coisa que me agradou de verdade foi o modo como a história de Lola é apresentada, ou seja, em flashback. Gosto muito desse recurso em literatura e cinema. Os principais acontecimentos de sua vida adulta, entendam-se suas aventuras e desilusões amorosas, apresentam-se em cenas evocadas a partir de suas memórias, narradas pelo mestre de cerimônias, espécie de narrador onisciente, que foi um de seus antigos amantes. Só isso se salva, a meu ver, porque, no mais, é um filme comum e até chato, como já disse, apesar de ser apresentado como “the greatest film of all time”.

Para ser franco, este post é apenas um pretexto para manifestar duas convicções minhas.
Uma, de que a opinião da crítica especializada não deve ser levada muito a sério. Aproveito aqui para abrir parênteses e manifestar também minha aversão a rótulos do tipo “o melhor”, “o mais importante”, o não sei o que lá, em matéria de arte, expressões caras aos críticos e profissionais de propaganda em geral. Não servem, quase sempre, para nada ou, quando muito, para indicar apenas o gosto pessoal daquele que as utiliza. 
A outra é, resumidamente, que não importa quem diz, mas o que é dito.
Por isso destaquei em negrito dois trechos na sinopse, os quais, depois de ter assistido o filme, considero totalmente exagerados, para não dizer absurdos (sobretudo o que diz o Truffaut, que, para mim, deve ser entendido ao contrário).

Convido pois o leitor a assitir Lola Montès e, quem sabe, discordar das minhas impressões. Ficarei feliz em ver que estou enganado e que talvez não tenha percebido toda a grandiosidade desse filme. Aqui, por exemplo, pensa-se exatamente o oposto, sendo ele idolatrado.